Sempre gostei de mágica por um motivo bem simples: os conceitos de causa e conseqüência não existem quando se fala em ilusionismo.
Uma ofensa à lógica, é verdade, mas plenamente justificável, já que uma das coisas de que mais sinto falta dos meus tempos de criança era de como as coisas apareciam misteriosamente à minha frente, sem uma procedência discriminadamente pormenorizada.
Alimentos, roupas, calçados eram fartamente encontrados pelos cômodos da casa. E eu não me dava sequer o trabalho de saber como aquilo havia surgido ali - algo que fez com que me tornasse uma fã ardorosa da abiogênese em plena oitava série. Mas, veja bem, coisas vindo do nada eliminam a dificultosa operação de obtê-las - o que, por sua vez, alivia a dolorosa imposição diária ao contato pessoal com determinados profissionais. Sim, prefiro me filiar ao Partido dos Prestidigitadores a ter de lidar com todos esses funcionários responsáveis pelas vendas (já não me bastassem os salões de beleza!).
A sociedade não respeita se você fizer um mau negócio. O atendente rirá pelas costas, porque você é um cliente bobo, que não sabe pechinchar. "Mas todos sabem que os vendedores podem dar até 25% de desconto na peça, é preciso ter lábia para conseguir dobrá-los, querida!". Ora bolas, não sou tola a ponto de acreditar no preço justo. Não discuto não por concordar com tudo, mas para não ser levada a contrariedades! Não chamo o gerente! Contento-me com módicos 5% de abatimento, se for para evitar uma barganha mediocre e extremamente enfadonha.
A internet veio em minha salvação. Livros, eletrônicos, materiais de pinturas, tudo pode ser encomendado com um clique, sem saliva, sem discurso ou argumentação. Bem-vindo à vida com toques de impessoalidade...
Helana Gurgel | comentários(1)
25/11/2005 13:24
Típico diário travestido
Neuróticas como eu não deveriam ter descrições publicadas em jornal. Desde ontem, quando vi a notinha da coluna, procuro desesperadamente em todos os posts esse quê-feminino mencionado pelo jornalista. As minhas crises literárias iam muito bem obrigado enquanto se restringiam somente à dificuldade em corresponder às minhas próprias expectativas. Justo eu que sempre achei que tinha uma escrita sem sexo. Hermafroditismo estilístico total. Muito bem, acho que já era hora mesmo de ir pro divã.
Mais explicações abaixo:
Coluna Blog-se, Jornal O POVO
Je n'ai vu personne
O blog da Helana Gurgel é um típico diário feminino. Ela fala de seus aperreios por não ser uma "típica mulherzinha" e das suas frustrações literárias. De forma muito poética, envolve o leitor no seu universo lítero-feminino. E sempre se desculpa quando passa um tempo sem colocar novos posts. "Eu padecia de dois males: o da alta expectativa (não conseguia escrever coisas perfeitas, aliás nunca escrevi) e das mudanças que aconteciam na minha vida (não conseguia viver coisas perfeitas). E foi assim, aflita por estar rodeada de imperfeições (a começar por mim mesma), que eu cessei tudo - leitura e escrita".
Helana Gurgel | comentários(8)
07/07/2005 21:27
Quinzenalmente mulherzinha
Sou intimidada abertamente por colméias. Principalmente por se tratarem de verdadeiros templos femininos, nos quais abelhas executam diligentíssimas tarefas que eu não seria capaz de desempenhar. Não por inaptidão, mas por pura falta de traquejo social. Sou infinitamente tão desajustada com o mundo feminino, que o simples fato de deparar com a existência desse tipo de sociedade me causa terríveis imbróglios (adoro essa palavra, parece que já vem junto com ela um pedido por um sal de fruta).
Para mim, a versão humana dos apiários são definitivamente os salões de beleza. É um martírio ser obrigada a freqüentar esse tipo de lugar em que todas sabem exatamente como se portar, como serem imediatamente atendidas e como habilmente conversar amenidades entre uma lixadinha aqui, outra ali. Sou uma operária deslocada, totalmente dessincronizada com os inúmeros afazeres da fêmea vaidosa.
Amedronta-me também saber que serei posteriormente julgada como a cliente-cabeça-de-borboleta que não sabe a hora certa para trocar de mão e que ignora solenemente o que vem primeiro: a lixa ou a retirada das cutículas. A situação é tenebrosamente agravada com a presença da rainha, em geral uma cliente freqüentadora assídua, estilo dominatrix - cheia de pulso e altivez detectados imediatamente pelos comandados. A rainha se desloca tão desenvolta entre o enxame e é tão solicitamente atendida, que só me resta esperar resignada em meio a Caras e Marie Claires.
Pior do que ir ao salão é mudar de salão. Novas manicuras, depiladoras, cabeleireiras administrando procedimentos diversos - porque, muito embora elas tenham nomes parecidos, necessariamente pertencem a "escolas estéticas" diferentes. Existem as modernistas, as conservadoras e as alternativas, cada uma sugerindo uma modalidade diferente de unhas e cabelo. E eu, que nessas horas acabo reagindo da pior forma possível, ou seja, buscando agradar para suplantar a minha falta de tarimba, sorrio afirmativamente às várias opiniões ofertadas e ajo como a prima mais nova que deixa a prima mais velha besuntar os seus cabelos com substâncias desconhecidas, na hora de brincar de clínica de estética. Já tive uma franja porcamente amputada na infância numa dessas experiências.
Como podem ver, o comeal sempre me perseguiu, sempre me encurralou ante a minha falta de inserção no mundo das mulherzinhas...
Helana Gurgel | comentários(14)
04/07/2005 20:57
Padecimentos
O post sobre a neurose de Wittgenstein, escrito dia 15 de junho, parece que passou despercebido – e eu que o achava tão esclarecedor, tão explicitamente confessional, ainda que partindo da boca de outro! Pois bem, eu mesma comento:
Trata-se de um trecho das cartas de Bertrand Russel, de quem Wittgenstein foi aluno. O discípulo era tão exigente consigo mesmo que não se permitia erros ou pensamentos grosseiros. Mas, para o mestre, se o pequeno Witt não ousasse escrever qualquer coisa, ainda que fossem textos não diligentemente pensados e depurados, nunca realizaria nada, pois tudo na vida começa de uma maneira mais ou menos torta e vai se endireitando. Ou não.
A citação era, então, para explicar o meu sumiço de quase um ano (2004) sem posts novos no personne. Acontece que eu padecia de dois males: o da alta expectativa (não conseguia escrever coisas perfeitas, aliás nunca escrevi) e das mudanças que aconteciam na minha vida (não conseguia viver coisas perfeitas). E foi assim, aflita por estar rodeada de imperfeições (a começar por mim mesma), que eu cessei tudo - leitura e escrita.
O que mudou minha maneira de pensar foi uma conversa recente que tive com um amigo, na qual ele confessava que nunca poderia escrever nada porque não saberia falar interessantemente das coisas sem interesse.
Depois disso, as diretrizes do personne sofreram modificações. Antes, a ordem era falar de tudo, menos de mim (o que tornava o discurso muitas vezes empedernido e vazio). Agora, sem orientação rígida, os posts vão saindo de forma mais natural (exceto, às vezes, quando eu não resisto e volto a primar pela estética excessiva e sem graça). Enfim, perdoem as recaídas, sim?
Helana Gurgel | comentários(4)
04/07/2005 15:01
"Ei, pare de auricular o livro!"
Descobri que dog ear significa, em inglês, aquela dobrinha do canto das páginas dos livros, usada para marcar o ponto deixado na última leitura. Isso mudou totalmente a minha maneira de encarar esses vincos deixados por leitores desleixados. De fato, toda vez que vejo uma, não sinto mais repulsa, mas sim uma vontade irresistível de ir completando o desenho do cachorro na página (tenho compulsão por gestalt, o médico disse que foi coisa da infância mesmo, quando treinava caligrafia cobrindo linhas pontilhadas).
Mas o mais interessante da língua inglesa é que o termo também pode ser usado como verbo: "Hey man, stop dog earing my damn books!", retort the librarian. Tradução praticamente impossível para o português – ainda não encontrei nenhuma versão que consiga manter a integridade da metáfora, pois traduzida a expressão perderia todo esse ar so cutesy que emana.
Entretanto não estão livres da minha fúria quem usa clipe como marcador de página. Quer coisa pior do que um vinco naquele formato esdrúxulo (simples e funcional, mas feio!), sem o charme das dog ears (que não teriam esse charme todo se não tivessem sido nomeadas assim)? Sei que a Noruega inteira se orgulha do seu fabuloso araminho de catalogar papéis (existe um monumento em sua homenagem, em Oslo), mas sou contra pregas desnecessárias em bordas de livros.
Em tempo: Falando ainda sobre a utilidade desse acessório, um amigo, certa vez, usou clipes de papel para segurar a barra da calça (que ele não teve tempo de mandar cortar). Os amigos do colégio, vendo aquela barra dobrada de maneira tão inventiva perguntaram: “Quando é que você vai mandar encadernar o resto da sua calça?” :)
Helana Gurgel | comentários(6)
29/06/2005 15:24
Nárnia, em dezembro, 2005
A Disney está produzindo The Chronicles of Narnia, do C.S.Lewis, uma série de 7 volumes, cujo mais famoso livro é O Leão, a Feiticeira eo Guarda-roupa. O filme será lançado em dezembro deste ano. Vejam aqui os pequenos Peter, Edmund, Susan e a pequeniníssima Lucy! ;)
Não deixem de visitar também o site do filme, que está lindo e a animação inicial descreve em imagens o que era antes somente possível com o uso da imaginação: o momento em que se entra no guarda-roupa e encontra-se o... bem, só vai vendo mesmo ;) Só sei que é do jeitinho como eu imaginei quando estava lendo ;P
ps: quero só ver como a Lucy, minha personagem preferida, vai ficar! ;)
Helana Gurgel | comentários(5)
25/06/2005 20:28
sem palavras
"Se ela te fala assim, com tantos rodeios, é pra te seduzir e te ver buscando o sentido daquilo que você ouviria displicentemente.
.. Se ela fosse direta, você a rejeitaria."
Helana Gurgel | comentários(1)
25/06/2005 09:34
Risível
Um bilhete de claque é um passe dado ou vendido abaixo do preço, que reclama ao portador a obrigação de aplaudir incondicionalmente o espetáculo. Uma claque é, portanto, um grupo de applaudisseurs, um circo de pequenas focas amestradas dispostas a ovacionar a medriocridade sempre que ela se apresente.
Também são consideradas claques aquelas risadas fajutas gravadas e inseridas ao final de cada gag (piada) nos shows e seriados de humor. Esta, infelizmente, acabou sendo eleita uma das 100 piores idéias do mundo, em votação feita pela revista Times, em 1999. Isso porque o americano não tem a mania feia que os governos de esquerda têm de sempre ponderar sobre a função social das coisas - em cuba, provavelmente deve existir algum sindicato perdido dos aplaudistas (spa), reclamando por luvas de baixo impacto e melhores dentaduras.
O certo é que a gargalhada em playback, além de servir de muleta emocional para o protagonista de um eventual fracasso de público, é também uma verdadeira indolência para com as mentes mais preguiçosas. Já que não estar conectado ao timing da piada não quer dizer necessariamente que você não possa rir dela.
Helana Gurgel | comentários(3)
15/06/2005 22:53
O Beto, o Caminhão e os Livros1992 era a época da lambada e do Sexolândia. E o apogeu, obviamente, eram as participações do Beto Barbosa no famoso quadro do Domingão do Faustão, cheio de perguntas picantes sobre o outro sexo. Ficava a família toda reunida, de olhinhos ansiosos, esperando para ver qual era a letra da plaquinha que o Beto apertava rente ao corpo com a resposta. E depois de saber se ele ia ou não pro rala-e-rola com uma mulher feia de rosto, mas boa de corpo (afinal, era só apagar a luz né, Fausto!), o grande-figura-humana-mais-do-que-nunca-este-monstro-sagrado-da-música-brasileira ia dar uma palhinha pra gente. Aí vinham saltitando aquelas dançarinas cabeludas, que balançavam os quadris e chicoteavam ceramidas no rosto dos parceiros.
Depois tinham as Olimpíadas, as Vídeo-cassetadas e, finalmente, o Caminhão do Faustão. Nessa hora, eu ficava desejando mais que tudo ser sorteada naquela pilha de cartas, muito embora não tenha nunca enviado um rótulo sequer. Eu achava que se pensasse forte, milhares de envelopes meus se materializariam com as respostas posteriormente auditadas por um cara importante de terno – que a gente sabia ser pessoa grave, idônea, só por se vestir, assim, tão serião. Eu ficava, então, confabulando o que ia fazer quando dissessem meu nome e ganhasse o prêmio:
- Eu só quero o caminhão, só o CAMINHÃO.
Essa primeira opção, baseada no filme Falcão (estrelado e co-escrito pelo Stallone), não se mostrava a mais viável, já que ainda ia levar muito tempo pra eu tirar a carteira tipo D (passados quase 13 anos, ainda não conduzo nem carro de passeio). A segunda opção, bem mais exeqüível, era vender tudo e utilizar o dinheiro para comprar algo que eu realmente desejasse muito. Entretanto, àquela tenra idade, não tinha eu tantos sonhos de consumo, exceto um: a banca do seu Jairo.
Desde pequena, a revistaria do Jairo era certamente a noção mais próxima que tinha de uma biblioteca. Morar no interior é de longe a pior maneira de inserção no meio literário: livro era, no máximo, o livro-texto da escola; livraria era banca de revistas, mal localizada nas bordas da praça central. Eu passava as tardes olhando para toda aquela pseudo-literatura disponível, mendigando com o olhar dois ou três exemplares e sempre recebendo um não da minha mãe – visto que aquilo era exagero, já tinha tantos em casa!
Foi pechinchando uma Mônica aqui, um Cascão acolá, que dei início ao meu vício pelas palavras. Já na capital, avancei nas edições da série vaga-lume e nos romances da dama Christie. Devorava os para-didáticos do colégio logo em janeiro (não só os meus, como o dos meus irmãos, que depois ficavam pedindo preguiçosamente resumos nas vésperas das fichas de leitura).
Os clássicos comecei a ler lá pelos 13 anos e, hoje em dia, para a minha vergonha, só leio assuntos relativos às minhas faculdades. É por isso que quando alguém chega com aquela pergunta descabida sobre o quê ando lendo ultimamente, respondo sempre que não leio nada – mesmo com quatro livros embaixo do braço. Para mim, leitura é sempre externa às nossas obrigações. É compromisso que a gente assume fora dos débitos escolares, ainda que esta seja uma dívida tão agradável de pagar.
ps: pra quem não percebeu, o título é homenagem disfarçada e plágio descarado do Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa. Queria, sim, que C.S. Lewis tivesse sido uma das minhas influências literárias da infância. Infelizmente, só vim a conhecer Nárnia em idade avançada, quando se perde aquela ótica bonita de criança
Helana Gurgel | comentários(6)
15/06/2005 11:00
Neurosis
"Wittgenstein tem a sensibilidade do artista ao achar que deve produzir algo perfeito ou então absolutamente nada. Eu lhe expliquei que não iria se formar nem conseguiria lecionar se não aprendesse a escrever coisas imperfeitas - o que só o deixou mais furioso. Por fim, implorou-me que eu não desistisse dele, mesmo que houvesse me desapontado."
(Trecho de carta de Bertrand Russel a Ottoline Morrell, transcritos do livro Wittgenstein - o dever do gênio, de Ray Monk, Companhia das Letras, 1995
)
Helana Gurgel | comentários(0)
11/06/2005 18:48
Ei pisit!
Ele: Eu prefiro mexer na poupança da minha namorada a mexer na poupança do banco.
Eu: Bah, trocadilho infame. E poupança é uma palavra horrível, parece o mussum falando. In fact, eu quase ouvi um poupancis saindo dos seus lábios.
Helana Gurgel | comentários(1)
09/06/2005 21:03
Babbling
Não, não, eu não quero sair na night com as amigas e conhecer gente nova. Eu sou velha, e os velhos cultivam a velhice. Velhos ficam em casa e usam bengalas. Ficaremos também em casa eu e o meu reumatismo social.
Helana Gurgel | comentários(4)
09/06/2005 20:25
Conversas no msn III
Eu: Não existe homem sensível. Não assim, no sentido hetero, entende?
Ele: Existe sim. É que tem uns que se esforçam tanto pra ser durão, que aí acabam vestindo a carapuça. Não dizem que quem imita gago acaba ficando igual a um?
Eu: Quer dizer então que insensibilidade masculina é gagueira? Fonoaudiologia resolve?
Ele: É isso, vou escrever uma crônica sobre isso!
Eu: Legal. Você devia começar um blog, gosto do jeito como você escreve. Tem um estilo meio, hm, esportista.
Eu: Esportista? Como assim?
Eu: Ah, não sei, é que você escreve no pique. É um cooper mental ler você. Me sinto em dia com os meus exercícios quando falo com você. Economizo horrores não indo à academia, só praticando no messenger...I swear I do, I really do.
Helana Gurgel | comentários(1)
05/06/2005 14:00
Paragens
Particularmente, gosto de histórias que se passam em balneários. Não existe nada mais encantador do que uma old-fashioned estância de águas termais. Principalmente, para quem, aos 12 anos, lia vorazmente toda sorte de romance policial disponível.
Como esquecer, então, do pobre Capitão Hasting e da enérgica Mrs. Marple, solucionando crimes enquanto manifestavam as vantagens do banho térmico para o reumatismo e demais doenças nas articulações? Como esquecer how adorable eram aquelas citações que a dama Christie largava displicentemente em francês, das quais a tradução brasileira não havia se ocupado e que , por isso, ficavam todas do jeito como estavam. E eu as lia literalmente em português, cheia de embaraços, sem entender nada. Ah, la nostalgie!
Helana Gurgel | comentários(2)
04/06/2005 20:17
Senilidade
Quando alguém diz que não acredita em fadas, comete um fadricídio e uma delas morrerá precocemente. Então, é preciso que outro alguém se prontifique a bater palmas para que as pobrezinhas possam voltar do além-túmulo (isso eu sei desde que assisti Hook - A volta do capitão gancho, na tela quente).
Vai no mesmo com as palavras: a gente vai deixando de utilizá-las, e elas vão deixando de existir nas grandes compilações de dicionários. É a debilidade que vai dando ensejo à uma aposentadoria proporcional às suas tipográficas cãs. Daí tem de ter uma alma caridosa e diligente dando palmadas nos vocábulos por aí, proferindo palavras incomuns e kicking asses of the ordinary ones.
É por isso que eu não acho démodé esse meu apreço exagerado a toda essa velhacaria caquética postada aqui no blog. Se as minhas palavras são mais que gastas, fica a meu encargo lidar com essa avelhantada toda! ;P
Helana Gurgel | comentários(2)
03/06/2005 13:05
Compleição
Definitivamente, se me perguntassem quais as três fontes que levaria para uma ilha deserta, com certeza, uma delas seria a Lucida Console. Ela é uma das fontes most charmed de que já fiz uso. É do tipo que tem uma certa robustez no dorso, um certo vigor encorpado das old ladies. Adoro fontes que tem o viço das damas com seus belos trajes.
Helana Gurgel | comentários(1)
23/05/2005 22:37
Acepções
Segundo o Fogo Grego, a ONU não considera livro uma publicação que possua menos de 50 páginas. Ainda no campo das definições, de acordo com Rachel de Queiroz um livro que não consegue ficar de pé certamente é qualquer coisa menos um livro.
Fico imaginando se além de ficar em pé, o que acontece se ele consegue dar os primeiros passos? Provavelmente, tornar-se-ia um best-seller.
Bah, odeio essas definições tacanhas, baseadas em números e estatísticas! Um livro de verdade precisa pôr-se ereto, mas devido à sua consistência intelectual, não à sua gramatura.
Entretanto, não ando desprezando certos exemplares quadrúpedes que ora me aparecem. Afinal, tem momentos em que é preciso não pensar!
Helana Gurgel | comentários(2)
23/05/2005 22:32
Pelo fim do útil!
Faria um verdadeiro bem para o mundo, se acabassem com esses tais de "dias utéis". Você fica esperando, esperando e aí eles te enrolam com um "Mas você só tem de esperar 7 dias úteis, minha flor". E você espera uma semana, mas uma semana não é o suficiente, porque só existem 5 dias úteis em uma semana. E eles, tecnicamente, ainda têm dois malditos dias de prazo, porque você sabe, minha flor, que se tratam de dias Ú-T-E-I-S.
Os dias úteis são o maior obstáculo do bom humor das sextas-feiras, porque se o seu prazo-útil se inicia numa sexta, quando tiver chegado na outra sexta, você ainda vai ter de esperar a terça (mais 4 dias!). Ou seja, os 7 dias úteis, que o pobre comprador incauto acharia ser simplesmente o prazo de uma semana, viram 11 dias! Nem Jesus conseguiria façanha tão boa, é melhor do que a multiplicação dos peixes! Dá pra alimentar todas as pessoas que morrem de fome na África transformando os dias úteis em alimento! O útil deveria ser processado pelo Fome Zero.
Helana Gurgel | comentários(2)
23/05/2005 22:28
OO
Quando eu era pequena eu escrevia o 8 com duas bolinhas, uma montada na outra. É que eu nao sabia fazer o infinito em pé.
Helana Gurgel | comentários(3)
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